E pensei, visualizei e entendi
Mas não engoli
Esse sangue derramado sem ter pra onde correr
Sangue frio
Indisposto
Que se deu por inteiro e mal foi recebido
Sangue escroto
Sangue escroto.


E há tempos não vejo felicidade contemplada
No fundo dos seus olhos não há mais nada
No fundo dos meus…
Reflito apenas o que vejo

Desejos que continuam apenas desejos
Infelizmente mente
Nossa mente
Quem diria tudo isso novamente?

pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi 

Mais um tiro perdido que vazou de meus pensamentos
Sangramentos que me sinto inapto a passar
Já não suporto meu lar.


A espera de desejos
Com fome de prazeres
Com aroma sexual
Me deito na cama
Normal.


Me suicido em pequenos pensamentos

Sedento, irônico.

Vivendo do medo,

De pura arrogância comigo mesmo

De desespero.


Me mato em pequenos pecados
Pecados desconhecidos, não cometidos.
Me mato pelo pensamento
Por ignorância, por descontentamento.

Não sei dizer ao certo
Se minto ou se digo a verdade
Não sei quem sou
Se sou minhas verdades
Ou minhas viagens

A única coisa que me alegra
É o nosso amor
O restante me enoja 
A única coisa que me completa 
É teu calor
O resto…


A tosca verdade é que sou um estúpido em meio a minha inércia verbal.


Me falta fé
Pois o demônio que sou
Morreu.


"Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos;
Como um Deus e amanheço mortal”

Fazendo do silêncio minha poesia
E da minha poesia minha expressão

Mudo-me
Ouço-te


O tempo fica preso
Conspirando contra minha angústia
Enquanto meus pulmões apodrecem
E meu fígado é autodestruído
Até pornô tentei ver
Mas nem excitado fui capaz de ficar
 
O frio agora me corrói
Sinto-me fraco
Um inútil desperdício mental refletido no físico fraco
De um corpo nu que perambula pela casa escura
Água gelada termina com toda essa tortura
O tempo continua intacto
Enquanto o frio aumenta
Trêmulo
Longe

Por fim nada
E nada é muito.


Já é tarde e está frio, tirei minha camisa para sentir melhor a energia temporal e deixar o corpo fluir. Estou na boemia fumando meu cigarro e tomando um velho scotch. Preciso me abrir com alguém e ninguém melhor que eu mesmo, afinal quem me conhece melhor que eu? Acho que a essa altura todos a minha volta. Estou apaixonado, literalmente e nesse estado não consigo ter uma percepção perfeita dos meus atos, a meu ver estou sempre sendo bobão. Não é para pouco, ela é linda e extremamente misteriosa. Minha comunicação visual com ela flui muito mais que a verbal. Cara vem tanta coisa que eu queria escrever que não consigo organizar em idéias.

Lembro-me do primeiro dia que a vi, algo incomum já que não me lembro da primeira coisa que fiz ao acordar hoje, muito menos ontem, quem dirá 10 meses atrás.

Não quero escrever essa história sem ela ser um verbo, irei esperar e aí sim.

O pulso pulsa.


Inevitável, assim és.
A cada desgraça um breve momento
Cigarros e álcool, e amor 
Diário suicida
Aquele que não se pode descrever 
Não se pode ver, comentar 
Sentir apenas a reflexão diária
Desse suicídio imaginário, 
Mundano, interiorano.


Já estou no meu limite, mas vivo me perguntando que limite é esse. 

Me vareio ao pensar nele, como um coeficiente de difícil resolução. Quando estou apaixonado facilmente me derreto aos pés dela, assim como agora, movo o mundo e piso onde for, mas não consigo simplesmente chegar e dizer o quanto gosto dela, o quanto a quero comigo ou simplesmente beijá-la e aguardar reação. Se ela fosse uma dessas vadias por aí eu já teria dito, mas não vejo isso nela e a cada sorriso que recebo… Caralho, é uma cena de filme, fico mais encantado com sua magia. Pensar todo dia no amanhã só me faz pensar todo dia nela, sem mais, nem menos. Sim, em outras palavras, como as que diria para qualquer amigo nessa situação, estou fodido. Mas estou amando, compondo, tocando e preciso reverter isso, meu complexo medo do medo da resposta que ela pode me dar ou da reação que tudo pode causar, quanto mais tento me expressar mais perdido me encontro, mais longe estou. Mas estarei perto e vou me levantar, pela noite fria que vem e pela volta que dei para senti-la e cair na real sobre toda essa história, todo esse amor, resolvi que preciso de uma resposta e não pode ter tempo pois o tempo é o melhor amigo do esquecimento.


Ateu, é assim que me sinto.
Mas não é só no âmbito religioso e sim em um breve geral. Descrente de tudo, de todos. Cada dia mais profundo em uma insanidade sem tamanho. Me sinto preso ainda em meus medos. Mas porra, meus medos são respostas, eu sou um idiota. Atrelado nisso, cada dia mais oprimido por eu mesmo, me perco nas palavras, ações e perspectivas. Cada dia mais inútil, fútil, como um cachorro que vê seu território sendo demarcado e está preso pela coleira. Ando pensando muito, como sempre, mas cada dia mais sombrio, masoquista e sexual, estranho. Dane-se, vou tomar mais uma dose e ligar pra ela, mas pera… Estou sem telefone, fiquei dois meses sem pagar a conta. Que porra! 


Não sinto mais o bater, apenas o aperto
O tempo oscila na minha realidade veloz
É como uma lebre 
A alma me aperta 
Me sinto preso, julgado, sem coesão.

Busco respostas sem explicação, questiono sem razão
Estou perdido,
Sem chão.

Para mim já não importa o que faço
Estou sempre certo
Cego.

Perdido…

 


Ao som da harmonia que me acompanha
Dos versos que dissemino à minha ironia
Sinto que sozinho estou
Amigos eu perco no tempo de erros contínuos jamais reparados
Movidos pela audácia ou pela arrogância

Em uma montanha abismática que do alto não verá nada
Somente o cair de uma alma devastada pela eterna juventude mal aproveitada
Pelo eterno amor solitário
Me acompanho de um velho álcool e não mais de papel com mato
Deixo-me levar pelos cantos desencantados de um temporário desperdício
Paro onde os pés não conseguem sentir
Para que a alma possa refletir e estou, preso no inconsciente repleto, inocente.

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Lindon John
Seus sonhos e minhas realidades
John, 17, Brazil.